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Oftalmologia Pediátrica

 

A consulta de oftalmologia pediátrica é vocacionada para a prevenção e o tratamento das doenças ou lesões oculares nas crianças, incluindo exames de rastreio visual.


Devem ser referenciadas a uma consulta de Oftalmologia Pediátrica todas as crianças que após o nascimento, manifestem patologia ocular visível, que possuam patologia sistémica passível de envolvimento ocular ou ainda em situações de patologia hereditária conhecida.

Para além disso, é determinante um exame oftalmológico de todas as crianças em idade pré-escolar (partir dos 3 anos) com avaliação precisa da acuidade visual. Neste exame é ainda importante avaliar e excluir a presença de situações que possam conduzir a ambliopia (também conhecida como “olho preguiçoso”), uma situação muitas vezes insidiosa já que pode advir de uma diferença de erro refrativo entre os dois olhos (miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo) e que pode ser completamente assintomática, passando por isso facilmente despercebida.

A ambliopia causa um desequilíbrio entre as acuidades visuais de cada olho e é uma condição tratável, na maior parte dos casos, com uma refração adequada (uso de óculos) e tratamento oclusivo. Quanto mais precoce for este tratamento, melhores serão resultados alcançados, já que uma ambliopia detetada após os 11-12 anos dificilmente será totalmente corrigida.

especialidade disponível nas unidades

  • Hospital Particular do Algarve - Gambelas
  • Clínica Particular do Algarve - Guia
  • Hospital Particular do Algarve - Alvor

médicos

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Clínica Particular do Algarve - Guia

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Outra situação que frequentemente conduz à ambliopia é o estrabismo.

O estrabismo é muitas vezes notado pelos pais como um desvio ocular de um ou ambos os olhos que pode ser constante ou intermitente. As situações de estrabismo estão normalmente associadas a erros refrativos podendo ser tratadas apenas com a correta refração da criança, acompanhada ou não de tratamento da ambliopia com terapêutica oclusiva. Existem porém estrabismos em que se torna necessária a correção cirúrgica, sendo neste caso imperativa uma cuidadosa avaliação pré-operatória da situação para que os resultados da mesma sejam eficazes e previsíveis.

A correção dos erros refrativos nas crianças (miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo) faz-se através do uso de óculos, embora esta avaliação da refração seja muitas vezes variável, tornando necessária, na maioria dos casos, uma segunda consulta em que a criança seja avaliada sob cicloplegia (ou dilatação pupilar) para que a quantificação do erro refrativo seja o mais exata possível. Para além disso, não existe no olho imaturo uma estabilização permanente do erro refrativo encontrado, seja ele uma miopia ou hipermetropia, pois o crescimento constante do globo ocular condiciona uma variabilidade que torna necessária uma reavaliação periódica da criança.

 

 

A obstrução do canal nasolacrimal em crianças com idade inferior a 18 meses é outra patologia frequente e que pode condicionar o desenvolvimento de conjuntivite e/ou dacriocistite crónicas ou recorrentes. Esta situação é normalmente tratável com massagens diárias do canal lacrimal administradas pelos pais, mas que em algumas situações pode necessitar de sondagem da via lacrimal sob sedação para que seja restabelecida a correta via de drenagem do aparelho lacrimal.

Existem ainda outras patologias oculares pediátricas com caraterísticas particulares, como por exemplo a catarata e o glaucoma congénitos, para além de múltiplas anomalias de desenvolvimento que podem envolver qualquer estrutura do globo ocular como as pálpebras, a córnea, a íris, a retina e o nervo ótico. Muitas destas situações, como a catarata congénita, são passíveis de resolução cirúrgica e devem ser tratadas precocemente para que se possa evitar o estabelecimento de ambliopia uni ou bilateral.