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Hospital de Dia de Oncologia

 

O Hospital de Dia de Oncologia do Grupo HPA está disponível em três hospitais: Alvor (Portimão), Gambelas (Faro) e Funchal (HPM). Os serviços centram a sua atuação no acompanhamento e tratamento clínico de doentes com patologia oncológica e cuidados de suporte (dor / paliativos). 
Dispomos de uma equipa multidisciplinar de médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e consultores de dor especializados, sendo que toda a equipa detém experiência e competências em Oncologia e Dor, consolidada ao longo de vários anos de prática clínica.
Estes profissionais contam ainda com o apoio de todos os serviços e especialidades médicas que o HPA disponibiliza, como sendo Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Neurologia, Fisioterapia, Terapia da fala, entre muitas outras.

#Tratamentos #Oncosexologia #Nutrição e doença oncológica #As gestoras do doente oncológico

 

 

Tratamentos

São realizados todo o tipo de tratamentos consoante a Patologia Oncológica que o doente apresente.
Atuamos ao nível do controlo sintomático da doença e suas complicações centrando os cuidados no doente e nas suas famílias integrando-as no processo de tratamento garantindo assim cuidados de saúde rigorosos, humanizados, com conforto e dignidade para o doente e família.
Disponibilizamos ainda medicamentos orais (citostáticos, terapêuticas alvo, analgésicos e outros), fazendo sempre parte dos nossos cuidados a vigilância e ensino ao doente e família, assim como as medidas de suporte em caso de complicações.
Os enfermeiros do Hospital de Dia asseguram o percurso do doente dentro do Hospital e facilitam a articulação com o exterior, tal como as entidades pagadoras, centro de radioterapia e associações de doentes.

Os tratamentos mais efetuados neste Serviço são:

  • Quimioterapia Oral, Endovenosa, Intravesical;
  • Terapêuticas-Alvo;
  • Hormonoterapia Oral, Intramuscular ou Subcutânea; 
  • Imunoterapia;
  • Tratamentos com Anticorpos Monoclonais, isoladamente ou em associação com a Quimioterapia; 
  • Transfusões de Sangue;
  • Hemafereses;
  • Drenagem Pleural; 
  • Paracenteses;
  • Colheitas de Sangue

 

Oncosexologia 

A sexualidade é parte integrante da vida, contribuindo para o equilíbrio físico e psicológico, interligando a dimensão afetiva, interativa e emocional.
A capacidade de atingir saúde sexual depende de vários fatores, os quais são trabalhados em conjunto com a equipa do Hospital de Dia (o seu médico assistente e enfermeiros).
Durante todo o processo de tratamento da doença oncológica, é inevitável que ocorram alterações, algumas provisórias outras definitivas.

Quais as alterações que podem acontecer?

  • Incontinência urinária;
  • Segura vaginal;
  • Dispareunia (dor durante a relação sexual);
  • Menopausa precoce;
  • Infertilidade;
  • Estreitamento do canal vaginal;
  • Perda da líbido (desejo sexual);
  • Medo de falhar e da rejeição;
  • Medo da dor;
  • Diminuição da autoestima e confiança (sentir-se menos atraente, menos à vontade);
  • Alterações da imagem corporal (perda de cabelo/alopécia, cicatrizes, alterações do peso, colostomia, nefrostomia, ileostomia, entre outros);
  • Perda de sensibilidade;
  • Aumento do sofrimento emocional (depressão, irritabilidade, angústia, ansiedade, perda de interesse, perturbações do sono e do apetite).

Pode não sentir vontade de fazer sexo durante o tratamento, e nessa fase é importante ter uma comunicação aberta com o seu (sua) companheiro (a) para a satisfação de ambos. Pois o seu parceiro poderá sentir culpa, medo de magoar, medo das consequências da doença e sofrimento com as alterações que está a passar.

Que estratégias pode adotar?

  • Cuide da sua autoestima;
  • Use uma lingerie/boxers diferentes;
  • Dance com o seu companheiro (a);
  • Abrace-o (a);
  • Prepare o pequeno-almoço ou jantar surpresa;
  • Coma alimentos afrodisíacos;
  • Fale sobre fantasias, acontecimentos passados e sentimentos com o companheiro(a);
  • Estimule através do toque/beijos;
  • Faça um passeio junto ao mar;
  • Compre brinquedos sexuais;
  • Mude a hora e local das relações sexuais, deve ir a sítios diferentes para que não seja
  • rotineiro;
  • Fale após o ato sexual;
  • Intervenções farmacológicas: uso de cremes (ex.: Estriol) e/ou lubrificantes (à base de água);
  • Utilize dilatadores vaginais (se ocorrer estenose vaginal);
  • Recorra à terapia sexual/aconselhamento, sexual.

Partilhe, fale sobre os seus medos e angústias com os seus familiares, companheiro (a) e com pessoas próximas.
Não encare a sexualidade como um TABU e conte sempre connosco para o apoiar. 

 

Nutrição e doença oncológica

Um bom estado nutricional é determinante durante o processo dos tratamentos oncológicos.

Conselhos Nutricionais pela Dra. Marina Augusto Estêvão 
A falta de apetite é um sintoma comum à maioria dos utentes oncológicos, que durante o tratamento aumenta o risco de desnutrição. Se esta não for contrariada pode levar a uma diminuição do peso corporal e da massa muscular.
Uma boa alimentação aumenta o bem-estar e permite a continuidade dos tratamentos, assim como ajuda a enfrentar as complicações associadas como as alterações do paladar e distúrbios gastrointestinais. Para além disso, ajuda a restabelecer as defesas do organismo para lidar com o tratamento.

Seguem algumas dicas para ajudar a atenuar os efeitos dos tratamentos e assim contribuir para uma melhoria do estado nutricional:

  • Fazer ao longo do dia várias refeições simples, pouco volumosas e pouco condimentadas;
  • Escolher um ambiente calmo e relaxante para as refeições, de preferência acompanhada;
  • Evitar alimentos com potencial inflamatório, como alimentos ricos em açúcar (refrigerantes, sobremesas açucaradas, bolachas, cereais de pequeno-almoço, bolos de pastelaria) e alimentos ricos em gordura saturada (produtos de charcutaria, alimentos fritos, comida pré-confecionada, salgadinhos);
  • Procurar inserir na alimentação diária alimentos ricos em antioxidantes como frutas (especialmente os frutos vermelhos e manga), vegetais (cenoura, vegetais de folha verde, abóbora), especiarias como o açafrão da índia e gengibre, frutos secos e leguminosas;
  • Não esquecer das fontes de proteína de alto valor biológico para manutenção da massa muscular, como o peixe, a carne, os ovos, o iogurte natural não açucarado;
  • Em caso de náuseas opte por alimentos confecionados com pouca gordura, à temperatura ambiente, líquidos pouco açucarados, bolachas secas de gengibre, torradas, tostinhas ou gelatinas. Evite também deitar-se após a refeição;
  • Se notar alterações de paladar opte por marinar carne/peixe em limão, laranja ou sumo natural de frutas, consumir rebuçados de menta/limão entre as refeições, acompanhar as refeições com limonada natural;
  • Em situações de diarreia reforce a ingestão de água e infusões naturais, opte por fruta cozida ou banana madura, evite laticínios, café, chá preto, vegetais verdes, leguminosas, fritos e condimentados;
 

 

As gestoras do doente oncológico
Consigo e com a sua família em todos os momentos

A doença oncológica traz consigo muitas ansiedades e muitas dúvidas, algumas do âmbito do dia-a-dia, do âmbito do contexto real de vida.
Por exemplo, estas são algumas questões que habitualmente os nossos pacientes nos colocam:

  • O meu subsistema ou o meu seguro comparticipam os tratamentos?
  • Existem benefícios fiscais para o doente oncológico?
  • Quem são os profissionais que fazem parte da equipa multidisciplinar de oncologia?

Para dar resposta a estas dúvidas e promover um acompanhamento integral ao doente oncológico e à família/cuidadores, criámos a função de Gestor(a) do Doente Oncológico, em cada um dos nossos Hospitais de Dia.

PRINCIPAIS FUNÇÕES DO GESTOR ONCOLÓGICO

  • Agilizar a articulação entre os diversos profissionais e/ou serviços para a marcação de consultas ou procedimentos
  • Supervisionar que a realização de todas as consultas e procedimentos se fazem em tempo útil e de acordo com os planos protocolados
  • Acompanhar e articular-se com o Departamento de Faturação relativamente aos diferentes custos inerentes a todo o percurso de diagnóstico e tratamento
  • Acompanhar e articular-se com as entidades externas – Seguradoras e Subsistemas –   relativamente aos diferentes custos inerentes a todo o percurso de diagnóstico e tratamento
  • Gerir e auxiliar alguma necessidade que o paciente e a sua família possam ter, mesmo em contexto externo ao HPA
  • Fornecer informações acerca de benefícios fiscais e/ou sociais.

A NOSSA EQUIPA DE GESTORAS 

Cristina Oliveira

HPA Alvor 

Ana Abreu

HPA  Madeira