tempos médios de espera

Hospital Particular Alvor

00h03m

Atendimento Permanente

Hospital Particular Gambelas

00h13m

Atendimento Permanente

Madeira Medical Center

00h01m

Atendimento Permanente

Ft. Célia Serrão

Fisioterapeuta
Especialista em 
Reabilitação Vestibular

 

 

Reabilitação Vestibular

“Colocar na Ordem” as Tonturas e os Desequilíbrios

HPA Magazine 10
 

Fisioterapia


A reabilitação vestibular é um método cada vez mais utilizado na fisioterapia para a reabilitação dos doentes com disfunções vestibulares e défice de equilíbrio, sendo aliás considerada a terapêutica mais correta nestes casos, visando melhorar não só o equilíbrio e os sintomas de vertigem/tontura, mas também melhorar a autoconfiança do paciente e consequentemente a sua qualidade de vida.
Na aplicação desta(s) técnica(s) é importante uma avaliação objetiva e concisa, para ir de encontro a um correto diagnóstico, que permitem traçar um protocolo de intervenção personalizado de acordo com a lesão e as queixas do doente.

 



 

As alterações do sistema vestibular periférico e/ou central provocam sinais do tipo nistagmo espontâneo (movimentos involuntários e repetidos dos olhos) e desvios posturais, bem como sintomas como vertigens, nistagmo patológico, desequilíbrio, alterações da visão, náuseas, vómitos, rigidez cervical, ataxia vestibular e alterações da consciência, com importantes limitações funcionais na vida diária do doente.
A reabilitação vestibular atua fundamentalmente nos mecanismos de neuroplasticidade que visam uma compensação central mais eficaz na recuperação da função. Além disso, a evidência conclui também que a reabilitação vestibular precoce, na fase de crise vertiginosa, pode proporcionar melhoria dos sintomas de tontura e prevenir complicações futuras, como ansiedade, redução da capacidade funcional e possibilidade de quedas.
De forma global o objetivo deste método visa a adaptação para interação visual-vestibular (estabilização do olhar) usando movimentos repetitivos da cabeça e/ou dos olhos, que contribuem para reduzir o erro e restaurar o ganho do reflexo vestíbulo-ocular.
Podem ser utilizadas técnicas de intervenção para lesões vestibulares periféricas (sobretudo défices vestibulares periféricos unilaterais, de que são exemplos as nevrites vestibulares e as labirintites), défices vestibulares bilaterais, défices multissensoriais no idoso, síndromes vestibulares centrais, vertigens psicogénicas, vertigens posicionais (vertigem paroxística posicional benigna e vertigens posicionais centrais) e vertigens visuais.
São utilizados fundamentalmente exercícios de controlo postural, de prevenção de quedas e reeducação funcional baseados em princípios da reaprendizagem motora que proporcionam a mudança do comportamento e a promoção da aptidão do movimento.
Existem manobras específicas de reposicionamento na reabilitação vestibular para doentes com diagnósticos específicos de disfunção, como por exemplo, vertigem posicional paroxística benigna. É o caso das manobras de reposicionamento canalitísiase ou Epley, Semont e Liberatory, realizadas pelo terapeuta com o objetivo de reposicionar os cristais, que podem posteriormente ser complementadas com exercícios de oculo motricidade, vestíbulo-oculares, vestíbulo medulares e propriocetivos.
Habitualmente são realizadas sessões 2 a 3 vezes por semana, dependendo da fase de intervenção e englobando tanto as terapias manuais quanto as manobras de reposição vestibular. Podem ainda ser incluídos exercícios de integração visual, estabilização ocular e propriocetivos de acordo com a patologia.
É igualmente importante ensinar ao doente exercícios e estratégias de controlo de equilíbrio e coordenação que visam melhorar o seu dia-a-dia.