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Dr. Hugo Nascimento

Dr. Hugo Nascimento

Médico Dentista

 

 

 

Muito mais que restaurações...

HPA Magazine 21 // 2024

 

A Medicina Dentária evoluiu exponencialmente nos últimos anos, tratamentos cada vez mais previsíveis, duradouros e minimamente invasivos tornaram-se comuns.
Fruto dessa evolução, assistimos a um enfoque cada vez mais acentuado na procura de tratamentos cosméticos, com vista a corrigir e a melhorar aspectos menos positivos no nosso sorriso e consequentemente contribuir para a nossa autoestima. De facto, existem diversos tratamentos cosméticos cada qual com a sua indicação e especificidade. Hoje venho falar de dentisteria adesiva direta, ou seja, as tão conhecidas “restaurações”, concretamente em resina composta (comumente chamadas de “massa branca”).

 



 

Esta técnica é relativamente nova na Medicina Dentária e a sua evolução está diretamente relacionada com a evolução dos adesivos dentários.
Antes do desenvolvimento da dentisteria adesiva, os Médicos Dentistas usavam materiais como o amalgama e cimentos de ionómero de vidro para reparar dentes danificados. Embora eficazes, estes materiais apresentavam algumas desvantagens como a sua aparência e a necessidade de remover tecido dentário saudável para a sua colocação.
Uma pequena viagem no tempo, leva-nos à década de 1950, altura em que surgem os primeiros adesivos, porém muito pouco eficazes e com baixa adesão à estrutura dentária. Somente na década de 1960, o Professor Michael Buonocore descobriu que o ácido fosfórico poderia ser utilizado para criar pequenas microporisidades e rugosidades na superfície do esmalte, melhorando a adesão dos materiais restauradores. Esta descoberta foi considerada um marco na história da dentisteria adesiva. Passada uma década, nos anos de 1970, Ray Bowen desenvolve um adesivo capaz de unir a resina composta ao dente, sem o recurso a mecanismos de retenção, abrindo o caminho para restaurações estéticas menos invasivas.As vantagens da dentisteria adesiva fizeram com que esta se tornasse uma técnica muito popular e amplamente difundida no universo da Medicina Dentária, sendo usada para reparar cáries, fraturas dentárias, desgastes dentários, entre outras.


Na área de Medicina Dentária Estética, são frequentemente utilizados para resolver situações como:
> Branqueamento dentário: a resina composta é usada para cobrir manchas nos dentes melhorando a sua aparência e estética, sem danificar o esmalte. (Figura 1 e Figura 2)

> Tratamento de cáries em zonas estéticas: A estética anda “de braço dado” com a função, assim o tratamento de cáries em zonas estéticas pode resultar numa resolução do problema e melhoria da aparência geral do sorriso. (figura 3)

> Encerramento de diastemas: um diastema é o espaço entre os dentes que pode comprometer a harmonia do sorriso, assim, nestes casos a dentisteria adesiva pode ser uma opção conservadora e viável para solucionar o problema. (figura 4)

> Dentes desgastados/erodidos: o tempo causa impacto nos nossos dentes, levando-os a apresentar sinais de desgaste.Nestes casos, a dentisteria adesiva é uma das muitas ferramentas e opções ao dispor do médico dentista. (figura 5 e figura 6).

> Tratamentos de emergência: um trauma ou acidente, mesmo que apresente indicação para tratamentos mais extensos, como coroas ou implantes, pode ser solucionado de forma provisória no momento, de forma a permitir o regresso do paciente a uma vida social e funcional normal, enquanto aguarda pela resolução definitiva do problema, em futuras consultas e tratamentos. (figura 7)

> Correção de formatos e tamanhos: por vezes os dentes apresentam uma forma pouco equilibrada. A resina composta pode então ser empregue para alterar a forma do dente, melhorando a sua aparência. (figura 8)

> Dentes fraturados: acidentes acontecem, assim em certos casos é possível restituir a forma e aspeto originais do dente utilizando resina composta (figura 9 e figura 10)

> Substituição de restaurações antigas: nada dura para sempre, e se há anos atrás era mais complicado replicar e mimetizar a natureza, hoje é mais previsível e funcional. (figura 11 e figura 12)

As vantagens da dentisteria adesiva são várias e sempre que haja indicação para tal, estas incluem:
> Aparência natural, podendo ser personalizada para combinar com a cor dos dentes.

> A dentisteria adesiva é uma técnica minimamente invasiva, ou seja, o médico dentista não necessita de remover tanta estrutura dentária para realizar o tratamento.

> Os materiais usados apresentam baixa toxicidade.

> É um tratamento rápido de realizar, apresentando custos menores quando comparados com outras técnicas.

> Pode ser combinado com outras técnicas, como branqueamento ou ortodontia.

Em resumo, a dentisteria adesiva é uma técnica, que quando corretamente utilizada e bem indicada, apresenta resultados muito positivos e previsíveis, sendo uma técnica versátil e eficaz na medicina dentária cosmética, oferecendo vantagens estéticas e funcionais para os pacientes que desejam melhorar a aparência do seu sorriso.
Nota final: todos os casos apresentados neste artigo foram realizados na consulta de Medicina Dentária do Grupo HPA (DentalHPA) pelo autor do artigo, Dr. Hugo Nascimento. As fotos não foram editadas para além do tamanho das margens, tendo sido obtidas através de telemóvel, sem qualquer outro equipamento.