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Notícias

IMUNOTERAPIA ADJUVANTE NO TRATAMENTO DO MELANOMA CUTÂNEO

Os Hospitais Particulares de Alvor e de Gambelas receberam acreditação pela Joint Commission International

No Hospital de Dia da Unidade de Gambelas do HPA já se encontra em tratamento adjuvante com imunoterapia - Nivolumab (Opdivo®) - o primeiro paciente a nível nacional, após ressecção cirúrgica de melanoma cutâneo.


Esta nova indicação (aprovação pela FDA em Dezembro de 2017) é um grande avanço no tratamento desta patologia agressiva com alta probabilidade de recaída após a cirurgia. 

 

Na Europa não havia tratamento standard adjuvante recomendado após a cirurgia de melanoma, dado que o tratamento aprovado em 2015 nos EUA - Ipilimumab (Yervoy®) - em pacientes operados de alto risco traduziu-se em significativos efeitos adversos. O estudo CheckMate-238 comparou Nivolumab versus Ipilimumab e mostra uma redução muito significativa de recaída da doença e risco de morte no estadio III operado (melanoma com envolvimento nodal). Depois desta aprovação, muito recentemente surgiu evidência adicional do estudo KEYNOTE-054, que mostrou um benefício semelhante de Pembrolizumab (Keytruda®), outro fármaco de imunoterapia, em pacientes de características semelhantes. Assiste-se, portanto, a uma evolução além das indicações e aprovações já conhecidas de imunoterapia no cancro avançado (metastático / estadio IV) - melanoma, cancro do pulmão, cancro renal, linfoma de Hodgkin, cancro da cabeça e pescoço - para outras patologias e para fases mais iniciais, o que significa que podemos reduzir o risco desta doença letal voltar após cirurgia curativa, sem toxicidades significativas.

 

Este facto pode ser explicado pelo mecanismo de acção desses medicamentos. Em vez de ter um efeito citotóxico direto nas células cancerígenas (e também nas células saudáveis) como a quimioterapia, a imunoterapia, também um fármaco endovenoso, atua promovendo o desbloqueio da inibição do nosso sistema imunitário causado pelo cancro e estimula a sua ação citotóxica. Assim, numa administração endovenosa simples de 1 hora, o tratamento pode ser administrado com um perfil de toxicidade muito manejável. Atualmente, centenas de ensaios estão em curso a explorar o potencial deste tratamento em estadios mais iniciais nas mais variadas patologias, isoladamente ou em combinação com tratamentos standard, com resultados muito promissores.


O HPA orgulha-se de ter a sua Unidade de Oncologia envolvida e a proporcionar aos pacientes os tratamentos oncológicos mais modernos da actualidade.

 

Dr. André Andraz Cruz
Oncologista
Hospital Particular de Alvor e de Gambelas