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Consulta de Neuropsicologia



A neuropsicologia cognitiva estuda o modo como alterações ao nível do cérebro (traumáticas ou de desenvolvimento) poderão modificar o comportamento e as capacidades cognitivas (e.g., memória, linguagem oral e escrita, cálculo, atenção, capacidades viso-espaciais, funções executivas, planeamento estratégico, destreza manual, raciocínio abstrato, etc.).

O serviço de neuropsicologia cognitiva realiza avaliação ou reabilitação cognitiva com adultos e crianças. Através de baterias de testes e provas procura-se descrever de modo completo o funcionamento cognitivo.

Tipicamente são necessárias 3 ou 4 sessões para se realizar uma avaliação neuropsicológica completa com entrega de relatório detalhado. Nestas sessões será realizada a anamnese e a aplicação de testes e provas psicológicas e neuropsicológicas. A entrega de relatório poderá ser realizada em consulta, com explicação detalhada do desempenho nos diferentes testes, ou o relatório poderá ser recolhido na receção.

No dia da consulta deverá vir descansado, bem alimentado, deverá evitar esforço físico intenso ou o consumo de bebidas alcoólicas nas horas anteriores à consulta.


SITUAÇÕES MAIS COMUNS EM QUE A CONSULTA EM NEUROPSICOLOGIA ESTÁ ACONSELHADA:

 Avaliação neuropsicológica

  •  Adultos
    • Avaliação do funcionamento cognitivo geral (e.g., pedido de invalidez ou para incorporar relatório médico-legal);
    • Estado cognitivo após AVC ou Traumatismo Crânio-encefálico;
    • Avaliação diferencial entre declínio cognitivo esperado para a idade ou patológico devido a processo demencial ou distúrbio emocional (e.g., síndromes depressivas);
    • Défices cognitivos associados a epilepsia;
    • Estados confusionais.
  • Crianças
    • Dificuldades de aprendizagem específicas:
    • Suspeita de dislexia, disortografia ou disgrafia;
    • Perturbação de défice de atenção com ou sem hiperatividade;
    • Deteção precoce de perturbações do desenvolvimento;
    • Dificuldades de aprendizagem não especificadas;
    • Défices cognitivos associados a epilepsia.

 

 Reabilitação Neuropsicológica

  • Adultos
    • Treino cognitivo (memória, atenção, linguagem, planeamento).
  • Crianças
    • Remediação de dislexia (treino fonológico com aplicação multimodal);
    • Ajuda comportamental para a perturbação de défice de atenção.

PRINCIPAIS PATOLOGIAS/DOENÇAS

Dificuldades de Aprendizagem Específicas

As Dificuldades de Aprendizagem Específicas (DAE) consistem em dificuldades em aprender e usar as capacidades académicas como a leitura, a escrita e o cálculo.

As DAE são a causa mais comum de insucesso escolar e resultam de um défice específico na capacidade do cérebro para receber, processar ou comunicar informação. Estas dificuldades não deverão resultar de falta de prática, do método de ensino utilizado, ansiedade e depressão, perturbações comportamentais ou serem devido a défices percetivos periféricos (visão ou audição).

O sinal mais significativo de uma DAE é uma diferença significativa entre as expetativas depositadas no desempenho escolar da criança (tendo em conta o seu funcionamento intelectual, a adequação comportamental, familiar e o bem-estar emocional) e o desempenho escolar efetivo dessa criança. A criança com DAE mostra um adequado nível de raciocínio e de capacidade de compreensão das tarefas e matérias mas falha nas aprendizagens e, especialmente, na avaliação escolar.

É no entanto importante distinguir entre dificuldades de aprendizagem gerais, como por exemplo decorrente de atraso no desenvolvimento cognitivo, ou perturbação do espectro do autismo, e Dificuldades de Aprendizagem Específicas (DAE).

 

As DAE mais frequentes são:
  • Dislexia: dificuldade na aprendizagem da leitura, leitura muito lenta, com erros e dificuldades na compreensão daquilo que lê. É a DAE mais comum, afetando cerca de 5% da população portuguesa;
  • Disgrafia/Disortografia – dificuldades na aprendizagem da escrita (caligrafia, ortografia ou gramática);
  • Discalculia – dificuldades na aprendizagem do cálculo, fatos aritméticos ou julgamento de quantidades;
  • Dispraxia – dificuldades na motricidade fina ou coordenação motora;
  • Défice no processamento Visopercetivo ou Auditivo – dificuldade em perceber e organizar material visual ou auditivo, na ausência de um défice periférico.

O Défice de Atenção (dificuldades na orientação, manutenção e divisão do foco atencional, impulsividade, dificuldades no planeamento), com ou sem hiperatividade, encontra-se também frequentemente presente em conjunto com DAE.

As DAE são permanentes e a criança necessita de um acompanhamento de reabilitação, sendo frequente e igualmente necessário tomar medidas de apoio e adequação no meio escolar, de modo a minimizar o impacte das dificuldades sobre o percurso escolar da criança.

É importante reforçar a ideia que as DAE são independentes do nível de funcionamento intelectual da criança; o seu melhor indicador é o desfasamento entre a sua capacidade intelectual estimada e o seu desempenho escolar.


SINTOMAS COMUNS

Os sinais ou manifestações mais comuns envolvem um conjunto alargado de limitações:
  • Leitura com muitos erros ou substituições de palavras;
  • Leitura lenta e esforçada, com dificuldades na compreensão dos textos ou enunciados;
  • Erros na escrita (troca de letras que assumem os mesmos sons; omissões de letras);
  • Caligrafia muito irregular, por vezes ilegível até para a própria criança;
  • Dificuldades na construção de frases, parágrafos e na utilização da pontuação;
  • Dificuldades em exprimir as ideias por escrito;
  • Dificuldades em dominar a noção de número, quantidade ou de operação aritmética.

EXAMES RELACIONADOS

Para a avaliação é necessário recolher informação em entrevista com os pais, com os professores, observar a criança e aplicar testes estandardizados de desempenho cognitivo.

A deteção precoce permite estabelecer intervenções dirigidas às dificuldades da criança, melhorando significativamente o seu desempenho e diminuindo a frustração académica.


PONTOS FORTES DESTA CONSULTA NO GRUPO HPA

O Grupo HPA Saúde possui uma consulta especializada em Neuropsicologia Clínica para Crianças, apta para avaliar e intervir:
  • Avaliação do nível de desenvolvimento mental em crianças em idade pré-escolar (3-6 anos);
  • Baixo rendimento escolar em crianças em idade escolar;
  • Diagnóstico e reabilitação/remediação para as DAE;
    • Diagnóstico diferencial de perturbações da leitura e da escrita (dislexia e/ou disortografia);
    • Reabilitação metafonológica multimodal para a dislexia;
    • Treino de Caligrafia e de Ortografia;
    • Diagnóstico diferencial de perturbações do cálculo (discalculia);
  • Diagnóstico de Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) - diferenciando nos diferentes subtipos: apresentação mista, desatenta ou hiperativa-impulsiva;
  • Aconselhamento parental para estratégias de modulação comportamental para as dificuldades de atenção e sessões de treino atencional, tentando evitar a medicação;
  • Suspeita de défices cognitivos associados prematuridade, hipoxia neonatal, epilepsia, traumatismo crânio-encefálico.

O caso específico da dislexia

A dislexia é uma dificuldade de aprendizagem específica em que a aprendizagem da leitura está significativamente perturbada. Esta perturbação é independente da capacidade intelectual geral, mantendo a criança adequadas capacidades de raciocínio e compreensão. As dificuldades na leitura e na escrita exibidas pela criança não poderão ser explicadas por défices auditivos ou visuais.

Uma criança disléxica tem muitas dificuldades na escola, lendo muito lentamente e com erros e produzindo também muitos erros na escrita. Têm dificuldades na interpretação de textos e fraca capacidade de escrita. O aproveitamento escolar é muito inferior ao esperado tendo em conta a sua capacidade intelectual. Estas crianças desinvestem do trabalho escolar, quer em casa como na escola, sendo frequentemente rotuladas de preguiçosas ou desatentas.

Um diagnóstico precoce permite uma remediação/reabilitação mais rápida e significativa das capacidades de leitura e de escrita. Permite também à criança perceber a origem da sua dificuldade, promovendo um aumento da autoestima e do empenho no trabalho escolar. Na escola, após o diagnóstico, deverá ser providenciado um acompanhamento diferenciado tendo em conta as suas dificuldades e procurando promover as suas capacidades linguísticas.


Sinais de alarme comuns presentes na dislexia
  • Começar a falar mais tarde que o usual, aprendendo novas palavras e começando a construir frases mais tardiamente que o habitual;
  • Muitas otites por volta dos 2 anos de idade;
  • Aparenta capacidades intelectuais dentro de valores normais (não mostra dificuldades de raciocínio, boa capacidade para cálculo matemático) mas muitas dificuldades na leitura, interpretação de texto e na escrita;
  • Não gosta de ler nem escrever, é preciso insistir muito para realizar trabalhos que envolvam leitura ou escrita;
  • Considerado preguiçoso ou desatento na sala de aula;
  • A linguagem oral é muito melhor que a escrita;
  • Baixa auto-estima e por vezes a criança refere-se a si próprio com sendo “burra”;
  • Baixa compreensão daquilo que lê;
  • Confusão entre algumas letras (troca F por V, P-B-D);
  • Omitir ou trocar a ordem das letras na palavra;
  • Caligrafia irregular e pouco legível, frequentemente a própria criança não é capaz de ler o que escreveu;
  • Dificuldade para aprender uma língua estrangeira;
  • Historial familiar de dificuldades na leitura e na escrita;
  • Normal capacidade no cálculo matemático, contudo, quando tem que ler enunciados mostra muitas dificuldades para resolver os problemas.

 

especialidade disponível nas unidades

médicos