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Diverticulose do Cólon

Diverticulose do Cólon

 

A Diverticulose é uma doença caracterizada pela presença de pequenas bolsas na mucosa do intestino grosso, denominadas divertículos. Trata-se de uma condição mais frequente em países industrializados, onde a dieta típica apresenta baixo teor de fibras vegetais. As fibras, presentes em frutas, vegetais, sementes e cereais, não são digeríveis pelo trato gastrointestinal, mas desempenham um papel essencial na formação de um bolo fecal mais macio, facilitando a eliminação e prevenindo a obstipação.

As fibras podem ser solúveis, encontradas em frutas, leguminosas e cereais como aveia, cevada ou centeio, que estimulam o crescimento de bactérias benéficas no intestino; ou insolúveis, presentes em hortaliças, cereais integrais e sementes, que aumentam o volume e a humidade das fezes, reduzindo a pressão intestinal e prevenindo a formação de divertículos.

Na maioria dos casos, a diverticulose é assintomática e denomina-se por diverticulose não complicada. Quando ocorre inflamação dos divertículos, designada diverticulite, podem surgir sinais como:

  • Dor abdominal ligeira ou intensa;
  • Febre;
  • Sensação de mau-estar geral;
  • Obstipação ou diarreia.

Nos casos mais graves, pode haver náuseas, vómitos ou diarreia com presença de pus e sangue.

O consumo insuficiente de fibras leva à obstipação e ao aumento da pressão dentro do cólon, favorecendo a formação de divertículos. A Diverticulose é mais comum com o avanço da idade, afetando cerca de dois terços das pessoas com mais de 50 anos. A prática regular de atividade física, o controle do peso e a ingestão adequada de fibras e líquidos contribuem para prevenir a formação de novos divertículos, embora não revertam os já existentes.

Fatores como tabagismo, obesidade, imunossupressão, uso de anti-inflamatórios e quimioterapia aumentam o risco de complicações.

O diagnóstico é realizado por um gastroenterologista, com base na história clínica, sintomas e exames complementares. Entre os métodos mais utilizados estão a colonoscopia e a tomografia (TAC) que permitem observar diretamente os divertículos e avaliar a gravidade da doença.

O tratamento depende da presença de sintomas ou complicações. Nas diverticulites mais simples são usados antibióticos orais ou endovenosos. Já nas mais complicadas, a drenagem não cirúrgica de abcessos é uma hipótese. Por vezes, em casos mais graves é necessário recurso à cirurgia.

Na hemorragia diverticular, pode adotar-se “atitude expectante” ou em alternativa recorrer à colonoscopia terapêutica. Em certos casos a intervenção radiologia (angiografia) se disponível pode ser uma boa alternativa. Caso exista falhas terapêuticas, a colectomia (cirurgia) é a opção de recurso.

A prevenção é fundamental e inclui medidas como:

  • Aumento da ingestão diária de fibras (frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas);
  • Consumo adequado de líquidos;
  • Controlo do peso e prática regular de exercício físico;
  • Evicção tabágica e hábitos alimentares desequilibrados.

 

 

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