A Doença Inflamatória do Intestino (DII) é uma patologia crónica do sistema digestivo caracterizada por inflamação persistente do intestino, podendo provocar vermelhidão, inchaço e formação de úlceras. Engloba principalmente duas entidades: a colite ulcerosa e a doença de Crohn, existindo ainda a colite indeterminada quando não é possível distinguir claramente entre ambas.
Além dos sintomas intestinais, podem ocorrer manifestações noutras partes do corpo, como dores e inchaço nas articulações, lesões na pele, úlceras na boca e inflamação ocular.
As causas da DII não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que resultem da interação entre fatores genéticos, ambientais e uma resposta anormal do sistema imunitário. O tabagismo é um fator de risco importante, estando particularmente associado à evolução da doença.
Principais sintomas:
O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, análises laboratoriais, exames endoscópicos e imagiológicos, que permitem determinar a extensão e a gravidade da inflamação. A vigilância regular é essencial para acompanhar a evolução da doença e prevenir complicações, como o cancro do cólon.
O tratamento tem como objetivo controlar a inflamação, aliviar os sintomas e reduzir as recaídas. Pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, corticoides, imunomoduladores e terapêuticas biológicas. Em situações mais graves ou quando não há resposta à medicação, a cirurgia pode ser necessária.
Embora não exista uma forma de prevenir a doença, a adoção de hábitos de vida saudáveis, uma alimentação equilibrada, a cessação tabágica e o acompanhamento médico regular são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações.