A gastrite é o termo utilizado para descrever a inflamação da mucosa do estômago. Trata-se de uma condição frequente, que pode apresentar diferentes causas, formas de evolução e graus de gravidade.
O diagnóstico é habitualmente realizado através de endoscopia digestiva alta, exame que permite a observação direta da mucosa gástrica e, quando necessário, a colheita de biópsias para análise histológica.
A gastrite aguda surge de forma súbita, geralmente associada ao contacto da mucosa gástrica com agentes agressivos, como determinados medicamentos, álcool ou infeções.
A gastrite crónica é mais frequente e evolui de forma lenta ao longo do tempo, podendo ser assintomática. Em alguns casos, a inflamação persistente pode levar à atrofia da mucosa, aumentar o risco de úlcera gástrica e estar associada a um maior risco de cancro gástrico, exigindo vigilância médica.
Entre as causas mais comuns de gastrite destacam-se:
A gastrite pode não provocar sintomas. Quando se manifestam, os mais frequentes incluem dor ou desconforto na região superior do abdómen, sensação de ardor ou queimadura gástrica, náuseas, vómitos e distensão abdominal. A presença de sangue no vómito ou nas fezes constitui um sinal de alarme e requer avaliação médica.
O tratamento da gastrite deve ser sempre orientado por um médico gastrenterologista e baseia-se na identificação e correção da causa subjacente. Pode incluir medicamentos para redução da acidez gástrica e, quando indicado, antibióticos para erradicação da infeção por Helicobacter pylori.
A automedicação deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico de complicações.
Para além disso, uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis desempenham um papel fundamental na prevenção e controlo da gastrite. Recomenda-se: