A pancreatite é a inflamação do pâncreas, órgão que produz enzimas digestivas (pâncreas exócrino) e hormonas como a insulina (pâncreas endócrino), essencial no metabolismo dos açúcares. Pode ocorrer de forma aguda ou crónica, apresentando sintomas e evolução diferentes.
Pancreatite aguda
Pancreatite crónica
Os sintomas variam conforme o tipo:
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da pancreatite baseia-se na história clínica, exame físico e exames laboratoriais e de imagem. Os exames laboratoriais incluem amilase e lipase, enquanto os exames de imagem mais usados são ecografia abdominal, TAC, RMN, CPRE (exame endoscópico que permite abordar e retirar pedras das vias biliares) e eco endoscopia (exame endoscópico que permite ecografia de alta resolução do pâncreas).
O tratamento depende da gravidade e do tipo da pancreatite. Na pancreatite aguda ligeira, costuma bastar o jejum, controlo da dor e fluidoterapia endovenosa. Em casos moderados a graves, é necessária monitorização intensiva, nutrição via sonda ou intravenosa e, por vezes, antibióticos ou tratamento endoscópico ou cirúrgico para limpeza de tecido morto pancreático (necrosectomia). Para a pancreatite biliar, a colecistectomia é recomendada para prevenir recorrências, podendo a CPRE ser alternativa em pacientes de risco com cálculos (pedras) e sinais de infeção das vias biliares.
Na pancreatite crónica, o foco é controlar a dor, otimizar a função pancreática, ajustar a dieta e evitar álcool e tabaco. A suplementação de enzimas pancreáticas é frequentemente necessária, e procedimentos endoscópicos ou cirúrgicos podem ser indicados em complicações ou falha do tratamento conservador. Uma dieta pobre em gorduras e equilibrada ajuda a reduzir sintomas e manter a saúde nutricional.