Os Pólipos Intestinais são lesões que se projetam da parede interna do intestino para o seu lúmen, sendo mais frequentes no cólon e no reto, embora possam ocorrer em qualquer segmento do tubo digestivo, como intestino delgado, estômago e esófago. Estas lesões podem variar em número, dimensão, forma e tipo histológico. A maioria dos pólipos é isolada, mas algumas pessoas desenvolvem múltiplos pólipos, especialmente em doenças hereditárias denominadas poliposes intestinais.
A relevância clínica dos pólipos intestinais reside no seu potencial de transformação maligna: alguns adenomas podem evoluir para cancro colorretal ao longo de vários anos, sendo que o risco aumenta com o tamanho da lesão. Por outro lado, os pólipos hiperplásicos são geralmente pequenos, localizam-se no segmento distal do intestino grosso e não apresentam potencial maligno.
Sintomas mais comuns:
O diagnóstico é habitualmente realizado através da colonoscopia, exame que permite não só identificar os pólipos como também removê-los (polipectomia), prevenindo a progressão para cancro. A remoção endoscópica é segura e indolor.
Atualmente, mesmo nos pólipos com transformação maligna, que, por definição, correspondem a tumores do cólon em fase inicial, é possível recorrer a técnicas endoscópicas avançadas, como a disseção submucosa ou a disseção intermuscular, evitando a necessidade de cirurgia, que é mais invasiva. Apenas em casos muito raros a cirurgia é necessária, geralmente quando existem características que contraindicam a excisão endoscópica do pólipo.
Fatores de risco e prevenção:
Após a remoção, os pólipos são analisados histologicamente para confirmar a benignidade. O acompanhamento posterior é definido pelo número, tamanho e tipo histológico dos pólipos removidos, sendo recomendada colonoscopia de vigilância geralmente a cada 3 a 5 anos, com intervalos mais curtos em situações específicas. O rastreio e a remoção endoscópica dos pólipos são, portanto, fundamentais na prevenção do cancro colorretal, assegurando que as lesões precursoras sejam tratadas antes de adquirirem carácter maligno.