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Pólipos Intestinais

Pólipos Intestinais

 

Os Pólipos Intestinais são lesões que se projetam da parede interna do intestino para o seu lúmen, sendo mais frequentes no cólon e no reto, embora possam ocorrer em qualquer segmento do tubo digestivo, como intestino delgado, estômago e esófago. Estas lesões podem variar em número, dimensão, forma e tipo histológico. A maioria dos pólipos é isolada, mas algumas pessoas desenvolvem múltiplos pólipos, especialmente em doenças hereditárias denominadas poliposes intestinais.

A relevância clínica dos pólipos intestinais reside no seu potencial de transformação maligna: alguns adenomas podem evoluir para cancro colorretal ao longo de vários anos, sendo que o risco aumenta com o tamanho da lesão. Por outro lado, os pólipos hiperplásicos são geralmente pequenos, localizam-se no segmento distal do intestino grosso e não apresentam potencial maligno.

Sintomas mais comuns:

  • A maioria dos doentes é assintomática, sobretudo quando os pólipos são pequenos;
  • Presença de sangue oculto nas fezes, detetável em exames de rastreio;
  • Alterações raras dos hábitos intestinais (diarreia ou obstipação);
  • Anemia decorrente da perda de sangue intestinal;
  • Diarreia grave em casos de adenomas vilosos de grandes dimensões, geralmente no reto ou sigmóide.

O diagnóstico é habitualmente realizado através da colonoscopia, exame que permite não só identificar os pólipos como também removê-los (polipectomia), prevenindo a progressão para cancro. A remoção endoscópica é segura e indolor.

Atualmente, mesmo nos pólipos com transformação maligna, que, por definição, correspondem a tumores do cólon em fase inicial, é possível recorrer a técnicas endoscópicas avançadas, como a disseção submucosa ou a disseção intermuscular, evitando a necessidade de cirurgia, que é mais invasiva. Apenas em casos muito raros a cirurgia é necessária, geralmente quando existem características que contraindicam a excisão endoscópica do pólipo.

Fatores de risco e prevenção:

  • Predisposição genética e história familiar de pólipos;
  • Dieta rica em gorduras e pobre em fibras, frutas e vegetais;
  • Consumo excessivo de álcool e tabagismo;
  • Obesidade e sedentarismo;
  • Síndromes hereditárias, como polipose adenomatosa familiar, Síndrome de Gardner, Síndrome de Turcot, Síndrome de Peutz-Jeghers e Síndrome de Lynch;
  • O uso de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides, bem como dieta rica em cálcio, podem exercer um efeito protetor.

Após a remoção, os pólipos são analisados histologicamente para confirmar a benignidade. O acompanhamento posterior é definido pelo número, tamanho e tipo histológico dos pólipos removidos, sendo recomendada colonoscopia de vigilância geralmente a cada 3 a 5 anos, com intervalos mais curtos em situações específicas. O rastreio e a remoção endoscópica dos pólipos são, portanto, fundamentais na prevenção do cancro colorretal, assegurando que as lesões precursoras sejam tratadas antes de adquirirem carácter maligno.

 

 

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