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Cirurgia de Obesidade e Metabólica

Notícia em: Jornal da Madeira - PUBLIREPORTAGEM | 22 de dezembro de 2019 > Ver



 

Dr. Miguel Reis

  • Membro do Corpo Clínico do Hospital Particular da Madeira
  • Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral Diferenciação em Patologia Esófago Gástrica e Cirurgia Bariátrica/Metabólica
  • Membro da Sociedade Portuguesa da Obesidade e Doenças Metabólicas (SPCO)
  • Membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO)


 

Dr. Ricardo Viveiros 

  • Membro do Corpo Clínico do Hospital Particular da Madeira
  • Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral
  • Diferenciação em Patologia Esófago Gástrica e Cirurgia Bariátrica/Metabólica n Membro da Sociedade Portuguesa da Obesidade e Doenças Metabólicas (SPCO) e Membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO)

A obesidade é uma doença crónica, com génese multifatorial, que requer esforços continuados para ser controlada, constituindo uma ameaça para a saúde e um importante fator de risco para o desenvolvimento e agravamento de outras doenças.

Será a cirurgia da obesidade indicada para mim?
É frequente ouvirmos as pessoas dizer que têm excesso de peso, mas que a cirurgia de obesidade não será para eles. Na verdade, muitas vezes preenchem os critérios para serem submetidas a cirurgia de obesidade. Para além do excesso de peso, avaliado pelo índice de massa corporal (IMC), temos de ter em conta a presença de doenças associadas à obesidade, tais como diabetes tipo II, hipertensão arterial, dislipidémia, patologia cardiovascular (enfarte ou AVC), doença de refluxo gastroesofágico, patologia osteoarticular, apneia do sono, entre outras. Assim, a cirurgia de obesidade é realizada em pessoas entre os 18 e os 65 anos que apresentam um IMC superior a 40 ou IMC superior a 35, com patologia associada. Em doentes selecionados, a cirurgia designada como metabólica poderá ser realizada em doentes com IMC entre 30 e 35 e síndrome metabólico associado de difícil controlo.

Quais os objectivos da cirurgia?
Estudos científicos comprovam que existe uma diminuição de cerca de 10 anos na esperança média de vida nas pessoas com obesidade. Assim, consideramos que o objetivo principal da cirurgia de obesidade é sobretudo, dar saúde. Deve-se salientar que de entre os benefícios associados à cirurgia da obesidade, a perda de peso é o mais imediato. Contudo, este benefício não é necessariamente o mais importante. Estão documentados outros efeitos benéficos consequentes ao tratamento cirúrgico da obesidade, que se traduzem numa redução importante da mortalidade e morbilidade associadas a esta patologia. Por exemplo, a diabetes e a hipertensão arterial ficam curadas em cerca de 80% dos casos e melhoram nos restantes. Estima-se também que o tratamento cirúrgico da obesidade resulte numa melhoria importante da qualidade de vida em cerca de 98% dos doentes.

Sleeve Gástrico

O estômago é convertido numa manga de continuidade com o esófago. Possui menos complicações a longo prazo e é mais fácil de converter noutra operação.

Bypass Gástrico 

Operação mista, associa dois mecanismos de ação – restrição de ingestão de alimentos e redução da absorção intestinal. É muito eficaz e associa-se a uma excelente qualidade de vida e baixo índice de complicações.

A operação escolhida tem de ser adequada às circunstâncias do doente e da sua doença!
A indicação cirúrgica é colocada após uma adequada avaliação multidisciplinar (cirurgia, endocrinologia, nutrição e psicologia). As diferentes opções cirúrgicas podem ser divididas em três grupos, em função do mecanismo que induz a perda de peso: restritivas (em que é reduzida a capacidade de ingestão de alimentos), mal-absortivas (em que é induzida uma alteração do processo de digestão/absorção) e mistas (em que é reduzida, simultaneamente, a capacidade de ingestão e alterado Dr. Miguel Reis n Membro do Corpo Clínico do Hospital Particular da Madeira n Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral n Diferenciação em Patologia Esófago Gástrica e Cirurgia Bariátrica/Metabólica n Membro da Sociedade Portuguesa da Obesidade e Doenças Metabólicas (SPCO) e Membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO) Dr. Ricardo Viveiros n Membro do Corpo Clínico do Hospital Particular da Madeira n Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral n Diferenciação em Patologia Esófago Gástrica e Cirurgia Bariátrica/Metabólica n Membro da Sociedade Portuguesa da Obesidade e Doenças Metabólicas (SPCO) e Membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO) o processo de digestão/absorção). As cirurgias mais realizadas no mundo são o bypass gástrico e o sleeve gástrico. Têm indicações e contra-indicações específicas diferentes, mas com resultados semelhantes, podendo esperar-se uma perda de excesso de peso sustentada de cerca de 70%. A cirurgia de obesidade não pode ser considerada como uma solução isolada, mas sim como uma componente, ainda que poderosa, de um plano terapêutico multidisciplinar cujo objetivo final é uma alteração definitiva do comportamento e do estilo de vida. Tal como noutras patologias crónicas, quanto mais cedo se tratar a obesidade e as suas consequências metabólicas, melhor serão os resultados obtidos.

Assim, a cirurgia de obesidade e metabólica é comprovadamente uma excelente opção para tratar uma doença potencialmente fatal, como é a obesidade.