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Pediatria

Enf.ª Edna Costa

Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia 

 

 

Enf.ª Edna Costa

Acompanhante no puerpério ( Maternidade )

HPA Magazine 17


O puerpério é o período de 6 semanas após o parto, no qual ocorre uma regressão das alterações anatómicas e fisiológicas inerentes à gravidez. Pode ser dividido em três períodos:
• Puerpério imediato: as primeiras 24h;
• Puerpério precoce: até ao final da 1ª semana;
• Puerpério tardio: até ao final da 6ª semana. 

A mulher viu o seu corpo mudar durante largas semanas, para ser casa, alimento e amor. Entretanto, dá-se o parto e o corpo altera-se novamente, ela deixa de ser o foco das atenções e tem um recém-nascido (RN) para cuidar e alimentar. Todas as mudanças causam um grande desgaste psicológico, emocional e físico, para além do que menciona cuidar de um RN.
Para que estas alterações sejam passadas de forma mais tranquila, o HPA tem a opção de ter um acompanhante, durante todo o internamento. Pode ser qualquer pessoa que seja da confiança da mulher. O mais comum é ser o pai do RN, para que se estabeleça desde logo vínculo com o mais novo membro da família.
Muitas vezes os acompanhantes não têm a noção do quão importantes são na recuperação das puérperas e nos cuidados ao RN, nestes primeiros dias pós-parto.
Este artigo serve para terem consciência do que podem fazer, para ajudar a puérpera e o RN.


Acompanhante no puerpério ( Maternidade )


 

APOIE A PUÉRPERA
Suporte emocional e fisicamente a mulher. Dependendo de como se sente, pode precisar de ajuda para cuidar do RN e algum apoio nas atividades de vida diária (AVD’s). 
 Comunique com a família e amigos o nascimento, o estado do RN e da puérpera, de modo a que ela se concentre nos cuidados ao bebé e em se recuperar. Comemore as conquistas, as superações e os sucessos.
FALE COM ELA
O parto é um processo marcante, difícil, pode ser traumático, na vida de uma mulher, pelo que é necessário deixá-la falar sobre como se sentiu e se sente relativamente a este assunto. Se suspeita que pode haver algum trauma emocional desde o nascimento, ou se simplesmente não se sente confortável com o tema, pode sempre pedir à equipa multidisciplinar para avaliar a situação.
O diálogo é importante para se perceber como ela se sente no papel de mãe, se necessita de mais apoio, no que se sente desconfortável, em que se sente mais confiante em realizar, para poderem partilhar cuidados.
O elogio também é importante, fazê-la perceber que está a desempenhar o seu papel o melhor que sabe e pode, que se tiver alguma dúvida ou dificuldade pode contar consigo para a apoiar ou chamar ajuda. 

SEJA PROACTIVO
Quando se trata de cuidar de um RN a pessoa que acompanha necessita de praticar o mais possível: mudar fraldas, dar banho, dar conforto ao RN, ajudar na amamentação. Por mais difícil que ache que vai ser, tente sempre o máximo que puder para aperfeiçoar e seja as duas mãos suplentes da puérpera. 
Lembre-a que quer ser útil neste processo, que não precisa de fazer tudo sozinha, que aproveite o facto de estar acompanhada para tirar um pouco de tempo só para ela e descansar. 
APOIE NA AMAMENTAÇÃO
O leite materno é o alimento mais completo para o RN. Amamentar é um momento em que todos aprendem, mãe, bebé e acompanhante.
A amamentação pode durar horas. Enquanto a mulher alimenta o RN, o acompanhante pode ir dando água, comida, proporcionar conforto, avisar quando estiver com más posturas, ajudar a cuidar das mamas, ajudar a extrair leite, oferecer leite ao RN. 
Embora, à primeira vista, a amamentação seja exclusiva da mulher, aqui se nota que pode ser dos dois, apoiando-se um ao outro.
Se o casal optar por oferecer leite de fórmula ao RN, todas as tarefas anteriormente são válidas e dá oportunidade de fazer turnos para cuidar e alimentar o RN.

 

MANTENHA O TRABALHO DE LADO
 Pode parecer difícil para quem trabalha por conta própria, mas é possível. Disfrute destes primeiros dias de vida do RN, são momentos únicos que com certeza não vai querer perder. 
CESARIANA
Um parto por cesariana é uma cirurgia, o que faz com que a mulher tenha que permanecer no leito durante algumas horas até se realizar o levante progressivo. A mulher fica dependente em algumas AVD’s e em grande parte dos cuidados ao RN. O papel do acompanhante é ajudar naquilo que a puérpera e o RN necessitarem.
O contacto pele a pele é mais do que recomendado que aconteça assim que o RN nasce, pois acalma-o, estimula os seus reflexos, aquece-o e regulariza-o. Se não for possível à mulher concretizá-lo, imediatamente após o nascimento, então que seja o acompanhante. Peça ajuda à equipa, dispa a camisola e coloque o RN despido junto ao seu peito com lençóis e mantas quentes e disfrute do momento. 

EM CASA
No domicílio, seja tudo o que se descreveu e muito mais. 
Pode ser precipitado falar em visitas em tempos de pandemia, mas a verdade é que acontecerá. Opte por gerir as visitas, elucide-as das regras, peça-lhes ajuda tanto para cuidar do RN e da mulher como da casa, fazer refeições, levar alimentos, entre outros. Conserve a sua energia e da puérpera para cuidar do RN.
Seja o lembrete da mulher de próximas consultas, dos sinais para recorrer às urgências, de alguns cuidados que lhe possam ter passado despercebidos. O Babybrain é uma realidade. 
Por último e mais importante cuidem-se e sejam eternamente felizes.