tempos médios de espera

Hospital Particular Alvor

00h00m

Atendimento Urgente

Hospital Particular Gambelas

00h15m

Atendimento Urgente

00h11m

Pediatria

Hospital Particular da Madeira

00h06m

Atendimento Urgente

00h00m

Pediatria

Madeira Medical Center

00h00m

Atendimento Urgente

Dr. Suzana Guedes 

Psicóloga Clínica
Doutorada em Saúde, Personalidade
e Diferenças Individuais
Terapeuta em EMDR

Dr. Suzana Guedes

Depois da Covid, que saúde mental e emocional?

HPA Magazine 17

 

COVID-19, é um nome bem conhecido a nível mundial. Foi o nome dado pela Organização Mundial de Saúde à doença provocada pelo novo coronavírus SARS-COV-2. Este vírus foi identificado pela primeira vez em humanos no final de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei, tendo a partir de então sido confirmados casos em quase todos os países do mundo, conduzindo a uma situação pandémica com um impacto a uma escala sem precedentes.


Depois da Covid, que saúde mental e emocional?


 

A sociedade mantém bem vivas as memórias das primeiras notícias. Um inimigo invisível que dizima vidas, que abre tantas valas e que transporta tantos corpos. Mesmo quem até agora não teve COVID, não deixou de viver uma situação de stress crónico. Não só o nosso cérebro guarda a memória das imagens televisivas, como também o nosso corpo guarda a memória do impacto emocional do que foi vivenciado, um pouco por todo o mundo.
Os profissionais que trabalham na área do trauma conhecem bem o efeito do stress no cérebro e as alterações químicas e eléctricas que nele acontecem. O cérebro, sentindo o alarme do perigo, manteve-se assim até hoje. Muitas pessoas não conseguiram ainda sair do estado de alerta. Os medos são muitos: de contrair o vírus, medo da morte, de não ter acesso a cuidados de saúde ou medo do internamento. Há quem tenha igualmente medo da vacina.
O primeiro grande impacto emocional está relacionado com o diagnóstico. Receber o diagnóstico positivo para a COVID-19 pode ser verdadeiramente traumático. A incerteza, o receio de contágio dos membros da família, a incerteza para com a evolução da doença, a ansiedade e o tempo de isolamento, são sintomas que correspondem apenas à fase inicial de todo o processo. E o stress provocado por esta situação prolongada, tem um impacto inevitavelmente maior se for acompanhado de solidão e isolamento social.
Volvidos quase dois anos, a COVID-19 teima em ficar. E por este motivo, são muitas as dúvidas em relação ao futuro. Consequentemente o medo e a ansiedade com toda a incerteza que se vive, aumentam. 
Sob o ponto de vista emocional e para algumas pessoas, só o nome COVID assusta, pois embora os sintomas possam ser residuais, em último caso poderá causar uma infeção respiratória grave, como uma pneumonia e, até mesmo levar à morte. Talvez por isso, o impacto do diagnóstico e o medo relativo ao prognóstico sejam inevitáveis. Testar positivo à COVID-19 pode abrir a porta a um longo caminho a percorrer. Os pacientes podem ter que lidar com os sintomas que a doença deixou, durante muito tempo. Em Portugal, estima-se que cerca de 80 mil pessoas possam vir a sofrer sequelas maiores ou menores a longo prazo. Mas mesmo nos casos de menor gravidade são frequentes os relatos de dificuldades respiratórias, dores musculares, incapacidade para a realização de exercício físico, entre outras. As sequelas deixadas pela COVID-19 poderão ser relevantes e os efeitos podem verificar-se não só a nível pulmonar mas também hematológico, cardiovascular, respiratório, neurológico, emocional, renal, endócrino, gastrointestinal ou mesmo dermatológico.
 

A sociedade mantém bem vivas as memórias das primeiras notícias. Um inimigo invisível que dizima vidas, que abre tantas valas e que transporta tantos corpos. Mesmo quem até agora não teve COVID, não deixou de viver uma situação de stress crónico. Não só o nosso cérebro guarda a memória das imagens televisivas, como também o nosso corpo guarda a memória do impacto emocional do que foi vivenciado, um pouco por todo o mundo.
Os profissionais que trabalham na área do trauma conhecem bem o efeito do stress no cérebro e as alterações químicas e eléctricas que nele acontecem. O cérebro, sentindo o alarme do perigo, manteve-se assim até hoje. Muitas pessoas não conseguiram ainda sair do estado de alerta. Os medos são muitos: de contrair o vírus, medo da morte, de não ter acesso a cuidados de saúde ou medo do internamento. Há quem tenha igualmente medo da vacina.
O primeiro grande impacto emocional está relacionado com o diagnóstico. Receber o diagnóstico positivo para a COVID-19 pode ser verdadeiramente traumático. A incerteza, o receio de contágio dos membros da família, a incerteza para com a evolução da doença, a ansiedade e o tempo de isolamento, são sintomas que correspondem apenas à fase inicial de todo o processo. E o stress provocado por esta situação prolongada, tem um impacto inevitavelmente maior se for acompanhado de solidão e isolamento social.
Volvidos quase dois anos, a COVID-19 teima em ficar. E por este motivo, são muitas as dúvidas em relação ao futuro. Consequentemente o medo e a ansiedade com toda a incerteza que se vive, aumentam. 
Sob o ponto de vista emocional e para algumas pessoas, só o nome COVID assusta, pois embora os sintomas possam ser residuais, em último caso poderá causar uma infeção respiratória grave, como uma pneumonia e, até mesmo levar à morte. Talvez por isso, o impacto do diagnóstico e o medo relativo ao prognóstico sejam inevitáveis. Testar positivo à COVID-19 pode abrir a porta a um longo caminho a percorrer. Os pacientes podem ter que lidar com os sintomas que a doença deixou, durante muito tempo. Em Portugal, estima-se que cerca de 80 mil pessoas possam vir a sofrer sequelas maiores ou menores a longo prazo. Mas mesmo nos casos de menor gravidade são frequentes os relatos de dificuldades respiratórias, dores musculares, incapacidade para a realização de exercício físico, entre outras. As sequelas deixadas pela COVID-19 poderão ser relevantes e os efeitos podem verificar-se não só a nível pulmonar mas também hematológico, cardiovascular, respiratório, neurológico, emocional, renal, endócrino, gastrointestinal ou mesmo dermatológico.