tempos médios de espera

Hospital Particular Alvor

00h03m

Atendimento Urgente

Hospital Particular Gambelas

00h28m

Atendimento Urgente

00h00m

Pediatria

Hospital Particular da Madeira

00h08m

Atendimento Urgente

00h00m

Pediatria

Madeira Medical Center

00h00m

Atendimento Urgente

Dr. Paulo Sousa

Cirurgião Geral e Diretor Clínico 
do Hospital Particular de Gambelas

Cirurgia vídeo assistida
Quando mais significa menos

HPA Magazine 5


Tratar um doente está muitas vezes associado ao ato de infligir dor para curar a vida. Desde a antiguidade que o ato de curar a doença está muitas vezes associado à necessidade de infligir dor para se obterem resultados que conduzam à cura do paciente, mas mesmo quando este reconheçe essa necessidade, a possibilidade da sua presença é muitas vezes a razão para a recusa do tratamento.
Razão porque nas últimas décadas, a procura da cura para a doença tem sido norteada não só pelo objetivo major de debelar o problema, mas também pela necessidade de o fazer provocando a menor dor possível e com os mesmos efeitos colaterais para o doente.

 



 

Mais diferenciação e maior exigência técnica para causar menos dor e menor tempo de recuperação
Primun non nocere (Hipocrates 460AC-377AC) continua a ser um princípio que deve orientar a prática médica de fazer o bem e evitar o mal.
Foi basesado neste conceito que em França em 1981 e após várias décadas a desenvolver equipamentos e tecnologia, se realizaram as primeiras cirurgias laparoscópicas (cirurgia ao apêndice e vesícular biliar).
Em Portugal, a cirurgia video assistida (tambem conhecida por laparoscopia) deu os seus primeiros passos no início dos anos 90, com vários hospitais a iniciarem os procedimentos mais comuns: colecistectomia, laparoscopia diagnóstica, apendicectomia, cirurgia ginecológica, etc.
Esta nova opção cirúrgica rapidamente colheu a aceitação de médicos e doentes, pois não só era menos dolorosa, como tinha menos riscos operatórios e permitia um regresso à vida ativa mais rápido, com menor período de convalescença.
Mas como em todas as ocasiões, sempre que surge algo novo, algumas vozes se levantaram quanto a esta nova técnica, alegando que estava associada a mais riscos, mais erros médicos inclusive, tendo maior mortalidade. 
Ora os tempos e os últimos 25 anos têm provado o contrário e a realidade é que a cirurgia video assitida é, neste momento, o Gold Standart para o tratamento de inúmeras patologias. Não nos podemos esquecer que esta técnica é um método cirúrgico que exige maior destreza manual e perceção visual em 2 e 3D, pelo que necessita de uma maior curva de aprendizagem. Tal facto levou a que muitos cirurgiões se alheassem deste avanço tecnológico, sendo eles os principais detratores desta técnica.
No Algarve, e no Grupo HPA esta técnica foi implementada no início dos anos 2000, tendo sido das primeiras instituições no Algarve a utilizá-la e a desenvolve-la de forma sistemática, envolvendo quase todas as especialidades médicas.
Embora o Algarve seja considerada uma região periférica e em muitos campos esquecida em relação às grandes cidades, na saúde o Grupo HPA procurou que tal não se verificasse, incentivando a formação nestas áreas e adquirindo os equipamentos e a tecnologia necessários e a correta implementação das técnicas de video cirurgia, que são hoje em dia usadas no diagnóstico e tratamento de uma míriade de doenças.

Do diagnóstico à cura
A video cirurgia começou a ser utilizada como método de diagnóstico para observar as cavidades corporais. Surgiram deste modo, no fim do séc. XIX periscópios para ver o interior do corpo. O primeiro chamava-se celioscópico e permitia a visualização da cavidade abdominal, bem como do estômago e bexiga.
Desde então os avanços nesta área têm sido enormes e existem hoje em dia variadas especialidadade que usam video endoscópios para diagnosticar, avaliar e tratar várias patologias.
No passado, sempre que a opção terapêutica para o doente fosse a cirurgia, tal implicava um processo doloroso, moroso na recuperação e com um período de convalescença prolongado, que impedia o rápido regresso do doente à sua vida laboral e social.
A tal estavam inevitavelmente associados maiores custos pessoais e sociais, com maiores períodos de baixa e necessidade de reforma precoce de muitos doentes.Com a introdução e disseminação das técnicas de video cirurgia a vários procedimentos e às várias especialidadaes este paradigma alterou-se substancialmente.

Gastrentologia
A endoscopia digestiva, praticada pelos gastroenterologistas, permite identificar e avaliar através de Endoscopia Digestiva Alta ou Colonoscopia doenças da faringe, esógafo, estômago, duoneno e cólon. As técnicas associadas de Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (vulgarmente conhecidas por CPRE) e ecoendoscopia permitem ainda avaliar e tratar doenças das vias biliares, bem como neoplasias do esófago, estômago, pâncreas, e recto, sendo um auxiliar importante na correta perceção e estadiamento das doenças oncológicas destes órgãos.
A capacidade de visualização da doença oncológica do cólon e estômago em estadios iniciais, tem levado a que se utilize cada vez mais a endoscopia como método de rastreio e prevenção do cancro esófago-gástrico e colorectal.

Pneumologia
A fibroscopia respiratória tem sido um dos métodos prefenciais para o estadio e diagnóstico das doenças do aparelho respiratório, desde a laringe aos pulmões, permitindo a especialidades como a Otorrinolaringologia e a Pneumologia identificarem patologias infeciosas e tumorais que de outro modo não seriam facilmente detetadas.

CIRURGIA GERAL
Esta especialidade foi desde sempre pioneira na introdução, disseminação e divulgação deste procedimento. A cirurgia mais realizada desde o início tem sido a colecistectomia por via laparoscópica, mas rapidamente outras técnicas como sendo a apendicetomia, o tratamento de hérnia do hiato, a cirurgia para a obesidade mórbida, todo o tipo de hérnias, a cirurgia colorectal, entre outras, têm sido introduzidas no portfólio de procedimentos disponíveis a serem realizados por esta técnica no Grupo HPA.
O Grupo HPA tem sido pioneiro na região do Algarve, nesta técnica inovadora, sendo o primeiro hospital a realizar varios procedimentos de elevada diferenciação laparoscópica, como sejam a cirurgia esofágica, cirurgia colorectal e hepática por via laparoscópica, cirurgia torácica minimamente invasiva, inclusive tendo já realizado cirurgia cardíaca, valvular e pericardíaca de modo minimamente invasivo.

Urologia
A video cirurgia em Urologia, tem sido desde sempre no HPA, uma técnica de excelência para o tratamento da hipertrofia e cancro da próstata, associando a videocirurgia a técnicas laser, permitindo menos dor e hemorragia no pós operatório.
 A litíase renal tem também uma solução endoscópica, a laser, sem necessidade de cirurgia convencional, sendo o procedimento realizado através da uretra do doente em cirurgia ambulatória, com alívio imediato da dor.

Ginecologia
Na área ginecológica, a patologia ovárica e tubárica tem também sido frequentemente tratada por este método, com excelentes resultados álgicos e estéticos, tão importantes para a mulher na idade jovem. Tem também sido utilizado como método de apoio ao tratamento da infertilidade ou na laqueação de trompas. O HPA foi também pioneiro, ao realizer a primeira histerectomia laparoscópica no Algarve.

Ortopedia
Nesta especialidade a videocirurgia é igualmente aplicada num leque muito variado de estruturas e condições, desde as lesões meniscais e ligamentares do joelho, às lesões de cartilagem, fraturas intra-articulares, lesões ligamentares do ombro, do tornozelo ou pé.
A contínua otimização da técnica e dos equipamentos no Grupo HPA tem permitido aos médicos do Grupo participar em formações a nível nacional e internacional, trazendo novos métodos cirúrgicos e expondo a sua casuística e resultados, podendo assim afirmar-se no panorama nacional e internacional com centro de tratamento de excelência em Video Cirurgia.
Encontra no Grupo HPA a solução laparoscópica para quase todas as patologias, com os equipamentos de excelência e as equipas médica e de enfermagem treinadas e rotinadas, para que os resultados sejam o que todos esperamos.
Porque em saúde, mais tecnologia e maior diferenciação traduzem-se em menos dor e sofrimento para o doente.