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Dr.  Luís Bacalhau

Médico Dentista

 

Medicina Dentária e saúde oral

Mais do que dentes brancos e sorrisos bonitos

HPA Magazine 6

 

A Medicina Dentária é uma das especialidades clínicas que mais tem crescido nos últimos anos no Grupo HPA. A educação e o rastreio da saúde oral continuam negligenciados, apesar de ser sobejamente conhecida a sua importância no contexto geral da saúde e do bem-estar, em todos os ciclos de vida. 
O velho provérbio “Quem lhe dói o dente é que vai ao dentista”, mantém-se na prática da maioria dos portugueses, determinando que a prevalência e a recorrência das doenças orais sejam consideradas uma epidemia silenciosa na nossa população.
Conversámos com o Dr. Luís Bacalhau, o Diretor Clínico da Medicina Dentária do Grupo HPA que “teima” em contrariar esta “fatalidade”.



 

Sem desvendar segredos, partilhe connosco em que pilares assenta, do ponto de vista clínico, este desenvolvimento da medicina dentária que temos assistido no Grupo HPA Saúde?
O crescimento da medicina dentária no grupo permitiu criar uma equipa multidisciplinar que faculta tratar todas as patologias da cavidade oral. 
Os elementos que compõem o corpo clínico apresentam uma elevada diferenciação em áreas como a cirurgia oral, implantologia, ortodontia ou periodontologia, só para dar alguns exemplos. O facto de o serviço estar integrado num grupo hospitalar traz igualmente uma série de mais-valias que não estão ao alcance de uma clínica dentária ‘normal’. Temos a possibilidade de tratar os doentes com sedação consciente, sedação profunda ou anestesia geral.
Dispomos do apoio médico de cuidados altamente diferenciados em especialidades médicas que são da maior importância para o sucesso do tratamento, como a cirurgia maxilofacial, a otorrinolaringologia ou a pediatria. A nível técnico, as instalações foram planeadas de raiz por forma a incluir a tecnologia mais avançada que existe, desde toda a radiologia digital, tomografia 3D de baixa radiação, unidade de cirurgia piezo-eléctrica, ou mesmo a informatização do ficheiro clínico do doente, que está disponível de forma permanente em todas as unidades do grupo.

É hoje sobejamente conhecido que os cuidados com a saúde oral devem começar durante a gestação, quando o bebé ainda se está a formar. No entanto, observamos que a maioria das pessoas só vai ao dentista “quando lhe dói o dente”. 
Que razões explicam este comportamento?

Ao contrário do que acontece noutros países europeus, em Portugal sempre se considerou a boca e os dentes como algo secundário, algo que não faz parte da nossa saúde física ou emocional. Prova disso é o facto de o serviço nacional de saúde, que foi constituído há mais de 30 anos, continuar a não oferecer cuidados de saúde oral à população. As estatísticas nacionais dizem-nos que a grande maioria da população sofre de problemas dentários e que apenas uma minoria vai ao dentista com regularidade.
Há no entanto que reconhecer uma evolução positiva na consciencialização das pessoas para este problema nos anos mais recentes.
A solução passa por apostar na educação dos jovens, quer na escola, quer em casa, bem como em tornar mais fácil o acesso aos cuidados de saúde oral.
 

 Há grupos etários que devem ter uma vigilância mais regular ou apertada, ou esse comportamento é comum a todas as idades?
A prevenção em medicina dentária é de primordial importância. Se nas crianças podemos estar mais atentos às cáries ou ao posicionamento dos dentes, já nos adultos é mais frequente ocorrerem doenças das gengivas ou falta de dentes. Isto para dizer que ao longo da vida existem muitos problemas de saúde oral que podem ser evitados caso sejam detetados atempadamente. O seu tratamento também se torna mais fácil e até económico se o diagnóstico for precoce. As crianças representam um grupo etário especialmente vulnerável pelo que devem merecer especial atenção. Recomenda-se a primeira consulta aos 3 anos, embora os cuidados de saúde oral devam ser implementados desde o nascimento.
A frequência com que se visita o dentista deve ser determinada pelo estado de saúde oral/geral e por uma correta avaliação dos fatores de risco.
São várias as áreas dentro da medicina dentária que têm assistido a uma evolução surpreendente, quer relativamente à facilidade das técnicas, quer aos resultados funcionais e estéticos. Quer destacar algumas?
A evolução das técnicas e materiais utilizados em medicina dentária tem caminhado no sentido de sermos cada vez mais conservadores e menos invasivos nos tratamentos. Procura-se cada vez mais preservar os dentes existentes com recurso a técnicas adesivas, com materiais que mimetizam de forma natural e estética a estrutura dentária. Quando já não é possível fisicamente manter um dente e somos obrigados a removê-lo, o recurso a implantes dentários representa uma solução simples e com uma taxa de sucesso acima dos 90%.
Uma área que tem evoluído muito em anos recentes, a par dos biomateriais, é a da tecnologia associada aos sistemas CAD-CAM. Hoje em dia podemos planear um tratamento de forma virtual antes da sua execução propriamente dita. Com a ajuda de fotografias, vídeos, radiologia 3D, software especializado e equipamentos de laboratório de última geração conseguimos recriar um sorriso ideal ou até o reposicionamento dos maxilares em modelos digitais. Isto permite-nos visualizar previamente o resultado final, com maior segurança e sem desvio dos resultados, mas sobretudo ir de encontro às expectativas do utente.