tempos médios de espera

Hospital Particular Alvor

00h05m

Atendimento Permanente

Hospital Particular Gambelas

00h35m

Atendimento Permanente

Recomendações para populações específicas - COVID-19


Doente oncológico

O oncologista André Andraz Cruz esclarece o impacto do novo coronavírus no doente oncológico 

O coronavírus (ou COVID-19) é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus, identificado pela primeira vez na província de Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Na maioria dos casos, causa uma doença ligeira semelhante a uma constipação ou uma gripe.

Contudo, pode causar uma forma mais grave da doença semelhante ao Síndrome Respiratório Severo Agudo (SARS), que se chama SARS-CoV-2, com uma taxa de mortalidade proporcional à idade e à presença de co morbilidades.


É uma doença altamente contagiosa, através de gotículas respiratórias e através do contacto com superfícies contaminadas com posterior contacto das mãos com os olhos, nariz e boca.

A maioria das pessoas infetadas apresenta um quadro ligeiro de febre, tosse e dificuldade respiratória, devendo permanecer em casa e contactar a linha SNS24 e seguir as recomendações. Em casos de sintomas graves, o doente será necessariamente encaminhado para o hospital de referência de COVID-19.

 

A par dos idosos e portadores de doenças crónicas, o doente oncológico com doença ativa ou sob tratamento antineoplásico imunossupressor, tem geralmente o sistema imunitário debilitado. Apesar da escassa evidência acerca do comportamento da infeção a COVID-19 nesta patologia, o facto supra configura um fator de risco importante para infeção e complicações graves, assim como para qualquer outra infeção por outro agente.

Existe, compreensivelmente, receio e ansiedade dos doentes perante esta nova realidade.

Mesmo nesta fase de pandemia, tratando-se de tratamentos de saúde inadiáveis, o doente oncológico iniciará/continuará o seu tratamento, sem prejuízo para a situação clínica. Existirão situações pontuais, em que a doença oncológica seja indolente ou esteja bem controlada, e de acordo o risco de contacto/infeção por COVID-19, em que se poderá equacionar adiar o tratamento.

Naturalmente, existe desde já uma rigorosa triagem e controlo de todos os doentes de modo a minimizar risco de contágio no Hospital de Dia, quer de outros doentes, quer dos profissionais de saúde, de acordo com o Plano de Contingência Hospitalar.

Outra necessidade é também minimizar as vindas à Unidade; idealmente apenas para os tratamentos e privilegiando a teleconsulta, sempre que possível e indicado (nomeadamente para consultas de rotina de pessoas sem tratamento oncológico ativo).

 

As medidas amplamente preconizadas e difundidas nos meios de comunicação social devem ser rigorosamente cumpridas - etiqueta respiratória, lavar as mãos frequentemente, evitar tocar na cara com as mãos e partilhar objetos pessoais, bem como o isolamento social profilático. No doente oncológico sob tratamento ativo e imunossupressor, a utilização de máscara está recomendada pelo risco de infeção a COVID-19 e a outros agentes. Contudo, deve ser feito um ensino na sua correta colocação e remoção.

A Unidade de Oncologia - Hospital de Dia de Alvor e Gambelas – continua deste modo, a proporcionar atempadamente os tratamentos necessários ao doente oncológico.

Para além disso, fique em casa.


Idosos

O impacto do isolamento social nos idosos  

Segundo a Ordem dos Psicólogos os tempos difíceis que todos vivemos, podem fazer surgir um misto de emoções penosas de gerir, como a ansiedade, o medo, a angústia, ou a frustração, sendo que na população mais idosa essas manifestações poderão ter uma repercussão ainda maior.

 

Nesse sentido, a mesma organização alerta para algumas atitudes e comportamentos a ser tomadas por aqueles que têm familiares ou mesmo amigos nessas circunstâncias:

  • Ligue-lhe regularmente e encoraje-o a ligar também, mostrando-se interessado e disponível para falar.
  • Faça o mesmo pedido a outros familiares ou pessoas próximas, para que todos se sintam mais ligados e protegidos.
  • Uma vez que os idosos têm habitualmente mais dificuldade em adormecer, procure também ligar-lhe nessa altura, no sentido de lhe proporcionar maior tranquilidade.
  • Vigie o seu estado de saúde, uma a duas vezes por dia, indagando-lhe por sintomas que podem ocorrer. Mesmo sintomas habituais, podem nesta altura ter significados diferentes. Em caso de dúvida ligue para a linha SNS24 ou procure um profissional de saúde.
  • Vigie igualmente se toma a medicação prescrita.
  • Aconselhe-o a realizar atividade física, por exemplo, caminhando pela casa ou executando exercícios simples.
  • Indague também acerca da sua alimentação, aconselhando-o a ter uma alimentação equilibrada, podendo mesmo sugerir refeições diferentes.
  • Aconselhe-o acerca da prática de atividades lúdicas, que o mantenham interessado e motivado.
  • Mostre-se grato pela sua colaboração nesta altura, pelo cumprimento e responsabilidade que demonstra enquanto cidadão.
  • Lembre-lhe que se quiser pesquisar informação, o faça junto de instituições oficiais, como a DGS ou a OMS.
  • Por fim, reforce as manifestações verbais de afeto, mostrando-lhe que o ama e que é amado. 

Interpretar e acalmar os sentimentos das crianças em tempo de isolamento

As crianças tendem a assimilar os sentimentos dos pais, por isso numa altura em que muitos sentem incerteza e ansiedade, será previsível que o mesmo aconteça com os mais novos.

 

A Ordem Portuguesa dos Psicólogos emanou algumas recomendações que poderão ajudar grandes e pequenos a entender e a ultrapassar essas angústias:

  • Para que a criança dentro do seu entendimento e desenvolvimento possa colaborar, explique-lhe como é importante a sua ajuda. Como é importante respeitar a etiqueta respiratória e a lavagem das mãos, a razão porque deve evitar o contacto com a cara, os olhos e a boca.
  • Não menospreze os seus sentimentos de ansiedade, medo, frustração ou aborrecimento. Contudo, enalteça uma atitude positiva.
  • Explique-lhe que estar isolado em casa também pode ser divertido: tem-se mais tempo para brincar, fazem-se atividades novas, experimentam-se as possibilidades das videochamadas e até se pode organizar um “diário de bordo”, que servirá para mais tarde recordar como vencemos esta luta contra o vírus.
  • Transmita esperança e segurança.  Diga-lhe que esta é uma fase passageira; que não iremos ficar para sempre em casa, mas já que agora tem de ser assim, tiremos o melhor proveito.

Ser diabético em tempo de pandemia por COVID-19

Dr. Ricardo Louro, médico internista e responsável pela consulta de Diabetes.

Dadas as atuais circunstâncias da pandemia associada ao agente SARS-CoV2 (COVID-19) que atinge também o nosso país, foi recentemente emitido um documento de consenso por várias sociedades científicas (SPD, SPEDM, NEDM/SPMI e APMGF) que emanaram recomendações relativas ao doente diabético. 

 

A Diabetes Mellitus (DM) torna as pessoas mais suscetíveis, não só ao desenvolvimento de infeções, como a quadros de maior gravidade e de pior prognóstico.

Assim de entre as várias recomendações destaco:

  • Adiamento de toda a atividade (consultas, exames ou procedimentos) considerada não urgente.
  • Otimização do acompanhamento do doente com DM com recurso a consulta não presencial, devendo-se esta realizar preferencialmente via telefone ou e-mail. Deste modo será garantida a renovação das receitas do doente evitando falhas terapêuticas ou deslocações para essa finalidade ao hospital.
  • Cumprimento do isolamento social, evitando-se o contacto social sempre que possível. Sempre que isso não seja possível manter a distância de pelo menos 1 metro das restantes pessoas.
  • Evitar o contacto com pessoas doentes ou que apresentam sintomas respiratórios.
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou desinfetante. Evitar ainda a partilha de alimentos e utensílios.
  • Manter-se hidratado, controlar a glicemia, corpos cetónicos e medir a temperatura.
  • Caso surjam sintomas como febre, tosse ou falta de ar, manter o isolamento no seu domicílio e contactar a linha de apoio Saúde24.

De um ponto de vista pessoal, além das recomendações anteriores não esquecer que as boas práticas para controlo da Diabetes se devem manter: alimentação saudável e o exercício físico habitual em casa. Deverá garantir que tem a medicação regular e o material para a autovigilância para as próximas semanas e que possui receituário para os renovar, se necessário.

Mantenha-se em casa, mantenha-se seguro, mantenha a sua Diabetes sob controlo.