É uma das parasitoses humanas mais frequentes, causada pelo ácaro sarcoptes scabiei var. hominis, que parasita apenas o ser humano. No adulto pode ser adquirida através de contacto sexual ou em ambientes familiares. Este parasita penetra na pele e provoca uma reação alérgica. As queixas mais frequentes incluem: comichão intensa (sobretudo à noite); pápulas e /ou nódulos persistentes, lesões derivadas da comichão que provoca em localizações caraterísticas e erupções cutâneas, especialmente em áreas como entre os dedos, axilas, genitais e ao redor do umbigo.
A infeção pode também ocorrer por meio de objetos como roupas pessoais ou roupa de cama, embora este tipo de transmissão seja menos frequente. O período de incubação varia entre três a seis semanas, o que significa que os sintomas podem surgir com algum atraso após o contacto inicial.
O diagnóstico é elaborado com base nos sinais clínicos, sendo que, em casos mais complexos, pode ser necessário observar o parasita sob microscópio. O tratamento é bastante eficaz, sendo geralmente estabelecido com cremes tópicos que matam o ácaro. Para evitar o contágio é importante adotar medidas preventivas, como evitar o contacto direto com pessoas infetadas, não partilhar roupas e lavar as roupas de cama e vestuário com água bastante quente.
Embora a sarna em si não seja grave, pode levar a complicações como infeções bacterianas secundárias, causadas por feridas na pele. Além disso, é importante estar atento à possibilidade de transmissão entre animais e humanos. No caso de cães infetados com sarna sarcótica, recomenda-se tratar o animal e tomar precauções para evitar a contaminação humana, embora os humanos geralmente não desenvolvam a doença a partir destes casos.