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Terapia da Fala

Terapia da Fala

A Terapia da Fala atua na prevenção, avaliação, tratamento e estudo científico da comunicação humana e perturbações relacionadas


Saúde vocal

Terapia da Fala

Dra. Ana Gonçalves, ST

A Saúde Vocal é a forma de prevenção e reabilitação das perturbações vocais, consistindo em adotar hábitos vocais saudáveis. O objetivo é reduzir ou eliminar comportamentos que causem uma perturbação vocal, melhorando o padrão de vibração das pregas vocais. 



Assim, deve evitar:  

  • Falar muito alto (ex.: gritar);
  • Falar muito depressa;
  • Falar muito baixo (ex.: sussurrar);
  • Realizar ruídos vocais (ex.: imitar vozes);
  • Ingerir bebidas muito quentes ou muito frias;
  • Pigarrear com frequência;
  • Falar por longos períodos;
  • Fumar e abusar de bebidas alcoólicas.

Como hábitos saudáveis, aconselha-se:

  • Hidratação vocal, através da Ingestão de água à temperatura ambiente;
  • Alimentação variada e saudável;
  • Adoção de uma postura correta, bem como a realização de exercício físico;
  • Falar de forma pausada, respirando de forma adequada;
  • Realizar períodos de repouso vocal ao longo do dia;
  • Aquecer a voz, efetuando “aquecimento vocal” antes do seu uso mais intenso;
  • Ao final do dia, deve realizar o “desaquecimento vocal”, para que a sua voz volte ao registo normal.

Deve consultar um Terapeuta da Fala se:

  1. Fica rouco com frequência;
  2. Tem rouquidão persistente por mais de 2 semanas;
  3. Sente cansaço ao falar;
  4. Faz esforço para falar;
  5. Se tem pigarreio frequente ou sensação de irritação na garganta;
  6. Sente dor, desconforto e/ou ardor na garganta;
  7. Tem constante sensação de uma “bola” presente na garganta;
  8. Manifesta quebras vocais/perda súbita da voz; 
  9. Sente alterações na voz durante o dia;
  10. Tem dificuldade na projeção vocal
Alertas e estimulação da linguagem oral Disfagia Orofaríngea Leitura e escrita

Disfagia 

 

Na maioria dos casos a disfagia pode levar à desidratação, desnutrição e/ou a pneumonia por aspiração.

A disfagia, entre outras causas, pode surgir na sequência de doenças neurológicas, de doenças oncológicas (cancro de cabeça e pescoço), na sequência do envelhecimento (presbifagia) e/ou por imobilidade prolongada, quer por envelhecimento quer por hospitalização prolongada.

Os sinais e sintomas mais comuns são então tosse, engasgos, perda de peso, qualidade vocal alterada; queda de alimento/saliva da boca.

Uma das técnicas mais inovadoras para o seu tratamento é o recurso à electroestimulação ou VitalStim Therapy.

O uso da electroestimulação envolve a aplicação de elétrodos na zona anterior do pescoço em simultâneo com a terapia tradicional.

Esta técnica permite que haja uma reeducação dos músculos da laringe de modo que a seu nível motor e sensitivo seja restabelecido e a deglutição aconteça em segurança.

A electroestimulação permite que haja uma contração mais intensa de forma que a atividade muscular surja mais rapidamente em contexto de normalidade.

Além da melhoria da capacidade de deglutição, a aplicação desta terapia permite que haja um aumento da intensidade vocal e melhoria a qualidade vocal.

A electroestimulação e/ou a VitalStim Therapy surge como uma nova forma de terapia potencializando as técnicas já utilizadas.

Para a aplicação da VitalStim Therapy é necessário ter formação especializada e certificada, de modo a garantir a correta aplicação.

 


Áreas de intervenção

A Intervenção do Terapeuta da Fala é feita junto de uma equipa interdisciplinar (Médico Otorrinolaringologista, Pediatra, Neurologista, Fisiatra, Ortodontista, entre outros).


Intervenção nos seguintes casos:
  • Perturbações da articulação (dificuldades em pronunciar sons de palavras, troca ou omissão de sons, entre outros);
  • Perturbações de fluência (gaguez);
  • Perturbações da interacção e comunicação (autismo);
  • Perturbações da linguagem escrita (dislexia, disgrafia, disortografia, entre outros);
  • Intervenção precoce em crianças com incapacidades (Síndrome de Down, paralisia cerebral, surdez, entre outros);
  • Dificuldades de alimentação (no que diz respeito à mastigação, ao engolir, a reter saliva; bebés com dificuldades de sucção; entre outros);
  • Perturbação da linguagem e/ou fala originados em lesão cerebral (Acidente Vascular Cerebral, Traumatismo Cranio-Encefálico);
  • desenvolvimento e manutenção de estratégias de comunicação em pacientes com alterações de linguagem (Esclerose Lateral Amiotrófica, Paralisia Cerebral);
  • Alterações da motricidade e/ou da sensibilidade oro-facial (Paralisia facial, doenças degenerativas, entre outros);
  • Alterações de voz (rouquidão frequente, esforço ao falar, entre outros sintomas - nódulos nas pregas vocais, pólipos, entre outras patologias).

Sinais de alerta 


Criança
  • Às 8 semanas não reage a sons correntes e mostra passividade;
  • Aos 18 meses não produz qualquer palavra;
  • Aos 24-30 meses ainda não executa ordens simples;
  • Aos 36 meses ainda não produz qualquer frase/produz discurso incompreensível para estranhos;
  • A criança tem mais de 4 anos e gagueja;
  • Apresenta voz rouca e esforço ao falar;
  • Troca/omite alguns sons enquanto fala;
  • Contacto ocular ausente ou reduzido;
  • Dificuldades no relacionamento e na interacção com outras crianças;
  • Apresenta dificuldades em mastigar alimentos;
  • Respira maioritariamente pela boca;
  • Apresenta dificuldades na leitura e na escrita.
 
Adulto
  • Rouquidão frequente, esforço ao falar (nódulos, pólipos nas pregas vocais, carcinoma laríngeo, entre outros);
  • Dificuldade em falar e compreender devido a lesão cerebral, doenças degenerativas (AVC, traumatismo crâneo-encefálico, esclerose lateral amiotrófica, entre outros);
  • Dificuldades de alimentação (no que diz respeito à mastigação, ao engolir, reter a saliva, entre outros);
  • Alterações da sensibilidade ou motricidade oro-facial (Paralisia facial, entre outros).

 

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