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Unidade de Oncologia disponibiliza ensaio clínico internacional, pioneiro na região sul, para tratamento do cancro colorretal avançado.

A Unidade de Oncologia do HPA Gambelas tem mais um ensaio clínico a decorrer. O Oncologista Dr. André Andraz Cruz, aborda esta valência terapêutica e a sua importância no tratamento do doente oncológico.

Trata-se de um ensaio clínico de cariz académico que pretende avaliar a melhor sequenciação terapêutica em doentes com cancro colorretal avançado RAS wild-type, sendo o primeiro ensaio fase 3 a nível mundial a abordar este setting específico. É um ensaio cooperativo (apoiado, mas não de iniciativa da indústria farmacêutica) dos grupos TTD e GICD (grupos de tratamento e investigação em cancro digestivo, espanhol e português, respetivamente), o que configura um grande reconhecimento do nosso trabalho no tratamento de uma das doenças oncológicas mais prevalentes. Estão incluídos 12 Hospitais a nível nacional, apenas 1 hospital privado para além do HPA e o único centro no Algarve e região sul.

Perante o crescimento exponencial do Hospital de Dia de Oncologia na sua capacidade assistencial, torna-se imprescindível complementar o tratamento e cuidado prestado aos utentes, com a atividade científica. Sendo uma especialidade médica em rápida e constante evolução, a partilha de conhecimentos e experiência entrepares é essencial, para se poder na prática clínica atestar o real valor dos tratamentos oncológicos. A Unidade de Oncologia está empenhada em manter a atividade científica como uma das suas prioridades, assim como a disponibilização de ensaios clínicos pioneiros a nível regional.

As recomendações internacionais preconizam a integração em ensaio clínico como a melhor opção de tratamento para a grande maioria dos doentes oncológicos, o que reflete bem a sua importância na prática clínica. A nível internacional há uma natural tendência para a centralização destes ensaios em grandes hospitais e centros oncológicos académicos, contudo, e pela impossibilidade de os mesmos tratarem todos os doentes em tempo útil, há uma imprescindível e crescente interligação com hospitais mais periféricos.

Julgamos que no contexto demográfico do Algarve, tendo em conta a óbvia distância geográfica à capital, é de extrema importância conseguir disponibilizar-se mais esta opção de tratamento para o doente oncológico. Assim, como também é de extrema importância a promoção da literacia em saúde e a desmitificação do conceito associado ao ensaio clínico; não se trata de uma experiência de laboratório aleatória, mas sim uma garantia de qualidade e rigor do melhor tratamento possível.

 

 

André Andraz Cruz